É a vez do ‘pocnejo’? Filho de Solimões faz ‘modão’ gay: ‘Negava o sertanejo por não me enxergar’

Publicado por Quiel em Entretenimento, FOTOS

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Publicado em 03 de junho, 2019 | Nenhum Comentário

Com bênção do pai, Gabeu canta sobre ‘amor rural’ de dois homens em 1ª música. Ele fala sobre homofobia no gênero e opina: o sertanejo gay é tendência?

 

“Por quanto tempo mais vamos amar no escuro?”

A pergunta em “Amor rural”, música de estreia de Gabeu (filho de Solimões, da dupla com Rio Negro), traduz o sentimento do cantor ao lançar sua carreira. Gay também se afunda na sofrência e adora uma moda de viola. Por quanto tempo mais o sertanejo vai esconder esse sentimento?

O artista de 21 anos, então, cunhou o termo “pocnejo” – a palavra “poc” faz referência a um gay afeminado. Ele explica:

“É o sertanejo, bebe das mesmas fontes. Mas as questões são outras: ele fala da vivência de um garoto gay.”

 

 Na letra que escreveu com o namorado, Gabeu clama: “Vamos assumir o nosso amor rural / Sai desse armário e vem pro meu curral”.

Solimões, cuja fama de paizão já é conhecida na internet, deu a bênção. “Ele se espantou com a ousadia, mas elogiou, disse que a letra era muito bem pensada, inteligente. E me deu dicas na hora de gravar”, conta.

O cantor, que cresceu ouvindo as músicas do pai, de Chitãozinho e Xororó e da cantora country canadense Shania Twain, compõe desde os 12 anos, mas costumava escrever em inglês e com influência de pop internacional.


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“Durante muito tempo, neguei o sertanejo por não me enxergar nesse meio, nas questões abordadas nas músicas, que eram muito distantes do que eu vivo e sou.”

“Fui amadurecendo e me perguntei: por que não tem gente falando sobre nossas questões no sertanejo? No pop tem, no rap tem… Hoje, tenho recebido mensagens de garotos gays do interior, que cresceram ouvindo sertanejo e nunca se sentiram representados.”

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