Costa Marques “A Cidade do Sol”, um paraíso Histórico e Ecológico esquecido, excelente para a pesca esportiva

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Publicado em 19 de setembro, 2014 | 2 Comentários

Costa Marques ainda continua uma das cidades mais bonita e aconchegante as margens do Rio Guaporé, “de todas que conheci”, cidade a costa marques cintia1chamada de várias formas, umas delas como: “Costa Marques A Princesinha do Guaporé” ou por “Costa Marques A Cidade do Sol”, bem! Ela hoje esta longe de poder ser chamada de “Princesinha”, a cidade parece estar meio que parada no tempo, “talvez isso também aumente o charme de cidadezinha histórica interiorana”, hoje ela esta mais para: “A Cidade do Sol”, ecosta marques do altoste apelido sim, lhe cai muito bem, já que o Sol esta presentes até mesmo enquanto a chuva cai, “fenômeno que me fez lembrar frases que ouvia na infância”.
Poucas ruas pavimentadas e sem muito saneamento e infraestrutura, por se tratar de uma cidade com peso turístico nacional, já que a área do município abrange um dos maiores monumentos da colonização brasileira, (História conhecida por todos, matéria estudada ainda no ensino fundamental, “O Real Forte Príncipe da Beira”, que também é referido pelos saudosistas como “A Fortaleza do Príncipe da Beira”), a cidade deveria esta em melhores condições e mais bem preparada para receber turistas, curiosos e historiadores.
*REAL FORTE PRÍNCIPE DA BEIRA:
O Forte Príncipe da Beira fica localizado a margem direita do rio Guaporé, no município de Costa Marques de forma estratégica e majestosa, costa marques forte 1é um sitio Histórico, construído na fronteira entre Brasil e Bolívia, à 26 km da cidade, é o mais antigo monumento histórico de Rondônia.
Para chegar até ele, pode ir por estrada de chão, rodovia 429, ou por água ao longo do Rio, que é a melhor opção para aproveitar a viagem, podendo ver paisagens com todas as belezas naturais, já que a fauna e a flora são ricas de detalhes as margens do Guaporé. Caso escolha a estrada, cuidado, logo ao sair da cidade já se depara com um paredão de poeira na época de seca e barro na chuvosa, além de passar bem em frente o lixão da cidade a céu aberto; “Fui informado que nem sempre a estrada foi aquela, com a construção do aeroporto a estrada teve que ser desviada, por isso a única opção agora, é passar em frente o lixão”.2costa marques lixao
O Forte é considerado uma das maiores edificação da engenharia militar portuguesa no Brasil Colonial, sua construção iniciou em 02/06/1776 e foi concluída em 20/08/1783, com o propósito de defender a área fronteiriça, na época, manter a soberania de Portuguesa.
Batizado em homenagem a D. José de Bragança (futuro Príncipe do Brasil), que morreu ainda novo sem chegar a reinar, sendo sucedido por seu irmão menor, o futuro Rei D. João VI. Atualmente o patrimônio é mantido aberto pelo 1º Pelotão de Fuzileiros de Selva “destacamento do Exército Brasileiro”, sendo o único Forte brasileiro que não recebe recursos para sua manutenção.
*A CIDADE DE COSTA MARQUES:
Costa Marques possui uma área de 12.722,168 km², tem uma população estimada pelo Censo Demográfico, em 13.700 habitantes – costa marques cidadeIBGE/2010, PIB R$ 103.250,212 mil – IBGE/2008, e PIB per capita R$ 7.389,27 – IBGE/2008 “dados Wikipedia.org”. Tem como prefeito: Francisco Gonçalves Neto, mais conhecido por Chico Território (PT), sua vice é, Maricelia Aragão dos Santos, conhecida por Profª Maricelia (PMDB), a fonte de renda do município no passado era o setor madeireiro, agora, veio à pecuária com “Leite e Corte”, Setor pesqueiro e um fraco Comercio e Turismo, predominando o funcionalismo público em todas as esferas, Federal, Estadual e Municipal, que ainda é a maior fonte de renda.
Costa marques é uma cidade Histórica da época do Brasil Colônia às margens do Rio Guaporé, ainda existem velhos barracões dos seringalistas que hoje abrigam restaurantes, onde são servidos pratos típicos da região, na outra margem, uma vila Boliviana chamada Buena Vista, com alguns comércios “sobre palafitas para evitar as enchentes anuais do Guaporé”, lugar que foi apelidado carinhosamente por alguns de, “Costa York”, por vender vários tipos de importados como: Perfumes, eletrônicos, utilidades do lar e muitos outros, estando na região, é uma lugar que vale ser visitado por sua peculiaridade.
*VALE DO GUAPORÉ E SUAS DIVERSIDADES:
O município faz parte do corredor ecológico binacional envolvendo, Mamoré e Itenêz que forma o Vale do Guaporé, tem lugares apropriados hugo e tucunapara a prática da pesca esportiva e ecoturismo, “infelizmente sem muita infraestrutura”, mesmo assim se encontra pousadas, embarcações com piloteiros e guias de pescas.
Na década de 80 até o final dos anos 90, Costa Marques era referência da pesca no estado, a pesca predatória praticamente dizimou esta parte do rio, hoje com o controle de preservação, se faz boas pescas esportivas, com grandes cardumes de Matrinxãs, Tucunarés, Cachorras, Piau, Pacus, Apapa-dourada até grandes Tambaquis, além de infinidades de pequenos peixes de escama como: Lambaris, Jaraquis, Curímbas, curimbatás e outros. Os mais visados são os peixes de couro como: Cacharas (pintados da Amazônia), Pirarara, Jiripoca e Mandubé, em um dia de sorte acontecem boas fisgadas destas espécimes, mas os gigantes Jaús, filhote e a Piraíba é quase impossível a captura destes, neste local estas espécies já estão quase a beira da extinção.
Além da pesca o Vale do Guaporé é rico ecologicamente, oferece lindos passeios turísticos ecológicos como a Lagoa Azul que é uma ótima ipe amareloopção para fazer trilhas, onde se encontram diversas espécies de orquídeas da região amazônica e artesanatos regionais; Arqueologia (existem provas cabais da passagem dos incas pela região); Quedas d’águas oferecendo áreas adequadas para a prática do rapel; Parapente; Rally; Camping, e vários outros esportes radicais, além das belas histórias envolvendo o Forte, e muitas lendas indígenas e ribeirinhas, contadas pelos simpáticos e acolhedores moradores da região.
*RESERVAS:
Ainda tem a Reserva Federal do Rio Cautário berçário natural de águas límpidas transparente, que ajuda a repovoar o Rio Guaporé com vários espécimes de peixes e répteis da fauna amazônica que só saem dali na sua fase adulta se espalhando pelos rios e afluentes, sem falar no Parque Nacional da Serra da Cutia rica ecologicamente, e das belezas das terras indígenas no Rio Guaporé inclusive, a dos Uru eu wau wau, terras protegidas que formam verdadeiros paraísos amazônicos.
*REGRAS LEGAIS DA PESCA ATUAL:
Pelas regras legais da pesca, são permitidos aos pescadores profissionais 70 quilos de peixe por semana, para a pesca amadora (turistas e gleizer cara çuvisitantes) uma espécime, e a pesca artesanal praticada por ribeirinhos, “para o sustento de suas famílias”, é de cinco quilos por dia, a lei tem por objetivo acabar com a pesca predatória, uma vez que proíbe a utilização de todo tipo de apetrechos e técnicas consideradas predatórias como redes, malhadeiras, espinhel, arpão, tarrafas, substâncias tóxicas, técnicas de arrasto de qualquer natureza, entre outros.
Na teoria a pesca só será tolerada com a utilização de linhadas, varas, molinetes, Carretilhas forma de incentivar a pesca amadora turística e esportiva, mas na prática como não há uma fiscalização ostensiva, existem muitos abusos. A temporada de pesca no rio Guaporé vai de 01 de março a 31 de outubro, a temporada se divide da seguinte forma, de março a junho com o rio cheio “grandes peixes de couro (pirararas, capararis, cacharas, jaús)” e diversos peixes de escama, a exemplo dos apapás, grandes cachorras e corvinas, entre outros de menor porte; De julho a Outubro com rio baixo ou na caixa “tucunarés, cacharas, pirararas menores, pacus, piaus, cachorras, tambaquis”, entre outros.
*FESTAS E TRADIÇÕES REGIONAIS:
A festa do Divino em Costa Marques é a maior e considerada a melhor de todas, durante todos os dias em que os fiéis estão na cidade, seguem pelas ruas em cortejo com pessoas fantasiadas cantando, um casal vestidos de Imperador e Imperatriz vai à frente, seguidos pelos costa marques festa divinocomponentes e dirigentes da irmandade, “depois de uma breve passagem a igreja Santuário do Divino” seguem para visitar algumas residências de pessoas com certa importância na cidade.
Conforme o Estatuto da Irmandade do Divino, os integrantes passam 40 dias em abstinência sexual e de bebidas alcoólicas, aqueles que não cumprem o regulamento são expulsos da Irmandade, e dificilmente consegue sua reintegração.
As origens da Festa do Divino veio de Portugal, estabelecida no Brasil pela rainha Dª Isabel, casada com o Rei D. Diniz, por volta das primeiras décadas do século XIV, o Imperador do Divino na época, gozava de direitos soberano, libertava presos comuns de localidades portuguesas ou brasileiras.
A peregrinação atinge comunidades do Brasil e da Bolívia, o evento já comemorou 118 anos de realização contínua, é um das mais antigas manifestações cultural de Rondônia, esta tradicional “Festa do Divino Espírito Santo” no Vale do Guaporé fronteira Brasil e Bolívia, pode se tornar Patrimônio Cultural do Brasil.
A comemoração do Divino que ocorre no Vale do Guaporé atinge especialmente a população ribeirinha; São 40 dias de peregrinação e cinco dias de festejo, cerca de 40 promesseiros fazem 37 paradas em diferentes comunidades às margens do Guaporé sobre o batelão (barco usado para levar os fiéis e os símbolos sagrados, como a coroa de prata e a bandeira do Divino).
*SOLTURAS DE QUELÔNIOS E PROTEÇÃO DE OUTRAS ESPÉCIES:
Muitos moradores de Costa Marques e região já participaram das atividades do Projeto Quelônios, praieiros, barqueiros, voluntários e costa marques tartarugasturistas, fazem destes dias de solta uma grande festa, o intuito conscientiza a preservação da região que é um paraíso ecológico, onde podem observar várias espécies da fauna como: Capivaras, botos, ariranhas, lontras, jacarés e centenas de espécies de peixes.
A Associação Comunitária Quilombola e Ecológica do Vale do Guaporé (Ecovale – RO) é um exemplo da luta em defesa do meio ambiente e da sobrevivência de animais, alguns até com risco de extinção, o projeto que vem sendo realizado às margens do Rio Guaporé na cidade de Costa Marques, já conquistou o recorde de maior soltura de filhotes de tartarugas na natureza.
As tartarugas da Amazônia são encontradas no rio Amazonas e seus afluentes, a tartaruga da Amazônia é o maior quelônio de água doce no Brasil, adulta pode medir até 1,5 m de comprimento, 60 cm de largura e pesar mais de 60 kg.
O animal bota cerca de 100 ovos em buracos, “furado ele mesmo”, com mais de 50 cm de profundidade nas areias fofas e claras das praias naturais que se formam ao longo das margens com a baixa das águas, depois inteligentemente é jogado areia por cima para cobri-los camuflando o local, após a desova ela hiberna pelas proximidades de seu ninho, virando presa fácil para captura pelo homem ou por predadores.
*FESTIVAL DE PRAIA AS MARGENS DO RIO GUAPORÉ E CAMPEONATO DE PESCAS:
costa marques festivelA cidade de Costa Marques todo ano se prepara para receber grande número de turistas durante a realização do festival de praia na cidade, às margens do Rio Guaporé. A festa reúne centenas de pessoas, muita gente bonita entre moradores da região e turistas vindos de várias partes de Rondônia e de outros estados do Brasil.
Além do festival de praia, muitas vezes na mesma data acontece também na cidade o campeonatos de pescas, nestas datas Costa Marques superlota de visitantes e tem ótima oportunidade de mostrar as belezas naturais que encanta todos que visitam a cidade, e ainda dar a oportunidade que todos conheçam e prove às ricas variedades de pratos típicos da região, além de mostrar o real motivo em que o Município é chamado de ‘Cidade do Sol’, sem falar da receptividade carinhosa dos anfitriões, certamente tudo isso provoca um grande desejo de retornar e convidar os amigos, garantindo o sucesso das próximas edições.
*TRAJETO ENTRE OURO PRETO À COSTA MARQUES:
br 429A distância percorrida de Ouro Preto do Oeste a Costa Marques, são 408 km tranquilos de lindas paisagens para serem contempladas, estradas boas pelo seguinte trajeto: Saída de Ouro Preto, BR 364 em sentido a Ji-paraná rumo ao centro até a Rua Vila Gran Cabrita “42 km”, entra sentido RO 135 “sentido ao Distrito de Nova Londrina” segue até a BR 429, percorrendo média de 39 km; Depois pega a BR 429 até Costa Marque, passando por Alvorada do Oeste, “tem um pequeno trecho em que o asfalto tem alguns buracos até próximo São Miguel do Guaporé”, depois só ter cuidado com as cabeceiras de pontes, “todas estão em construção”, ainda passa por Seringueiras, São Francisco do Guaporé onde fizemos um abastecimento, “gasolina há R$ 3,64”, ainda passamos por São Domingos, e após 40 km já esta estávamos dentro, no centro da cidade de Costa Marques, fizemos todo o trajeto sem incidentes.
*BELEZAS NATURAIS VISTAS NA CHEIA:
rio na no forteNas áreas intermediárias com as águas mais baixas, desenvolvem-se pequenos arbustos e vegetação de fruteiras; Nas regiões mais altas úmidas, podemos encontrar árvores de grande porte, onde abriga grande quantidade de animais, que vivem em perfeito equilíbrio ecológico, numa explosão de vidas no segmento fauna.
Nas regiões alagadas podem ser encontrar variedades de espécies, como os “jacarés, capivaras, peixes de couro e escamas, ariranhas cágados, jabutis, tartarugas, cobras (jiboia e sucuri)”; Nas áreas úmidas e secas se vê famílias inteira de Macaco-prego, Veado-campeiro, Tatu, Bicho-preguiça, Tamanduá, Lagartos, até mesmo Onça-pintada se tiver um pouco de sorte, prato cheio para o ecoturismo, além de quantidades de pássaros como: Tucanos, garças, papagaios, araras, gaviões e os impertinentes biguás com seus mergulhos profundos, surgindo em outro ponto levando seu prêmio, um suculento peixe no bico, além de muitos outros.
Assim como ocorre com a fauna, o clima chuvoso também possui uma extensa ligação com a flora, deixando a vegetação com o tom de verde oliva, transbordando belezas e melhorando a qualidade, aumentando as variedades de árvores que forma uma vegetação densa e viçosa no horizonte, além de plantas exóticas e fruteiras, com destaque para as espécies de grande porte como as exuberantes palmeiras que tem sua presença por todas as matas ribeirinhas, nas áreas alagadas ou secas, dando destaques especiais na paisagem, como os tucumãs, inajás, buritis, pupunhas, espécies como o babaçu visto em todas vegetações rondonienses, e outras de classificação desconhecida.
*PESCA DE PIAUS NO PASTO:
Nossos anfitriões aproveitando uma manhã ensolarada organizou uma pesca diferente, algo inacreditável se não conhecer o contexto, pela jaqueline e dinhoprimeira vez na vida eu iria pescar “piaus no pasto”, logo cedo seguimos em direção à fazenda de propriedade do Sr. Raimundo Mesquita Muniz (sogro do meu filho), pela rodovia 429, sentido ao Forte Príncipe da Beira, há 15 quilômetros aproximadamente da cidade à beira do Rio Guaporé.
A Fazenda do Dinho como é conhecida, “por ele ser muito popular e participar ativamente da política local, sendo vereador por duas vezes e por ter sido prefeito reeleito, e além de sua esposa Jaqueline Ferreira Góis também ter sido prefeita por uma vez”, o lugar parece mágico com sua linda paisagem, ainda mais porque a cheia recorde deste ano, trouxe a água no terreiro do casarão formando uma enorme lagoa.
Mas antes de sairmos embarcados em botes, “já que a pesca de piau tão esperada, seria sobre o pasto alagado”, o sol se escondeu, e iniciou um dos maiores temporais que já pude presenciar a beira do rio, ainda bem que já estávamos 1costa marques sitio antes e depois1protegidos na varanda do casarão principal, onde iniciamos nossa festa.
Depois de 2 horas o sol voltou com força total, com as traias de pescas já prontas não perdemos tempo, seguimos nos bote à remo em direção aos pontos dos piaus, sem muita prática no remo levamos mais de 20 minutos para percorrer 500 metros em um verdadeiro labirinto entre arvores e arbustos, com o brilho do sol no horizonte presenciávamos uma das mais belas paisagens isso inibia qualquer reação de cansaço.
Quando chegamos ao local demarcado, já havia outros pescadores que nos aguardavam sob a sombra que era formada por baixas arvores, pesca rio1com densas folhagens cobrindo os raios do sol.
Aquele local era o ponto de pesca não por acaso, aquelas árvores eram fruteiras, mais conhecidas como figueiras, o fruto ao cair atraia centenas de piaus e pacus, a isca usada eram os próprios frutos.
Infelizmente já não se via mais frutos nos galhos, todos haviam sido colhidos, foi ai que entrou em sena uma figura emblemática por sua simpatia, sorridente e prestativa, conhecida como a Loira, ela nos cedeu parte de suas frutinhas e nos proporcionou uma tarde divertida e uma ótima pescaria de piaus de várias qualidades incluindo piau-çu, três pintas e flamengo, além de pacus e matrinxãs.
*PESCA NA CHEIA, DIFÍCIL É TER AÇÃO:
No outro dia era domingo, depois de uma noite chuvosa amanheceu com o céu claro, o sol timidamente emanava seus raios dourados sobre a visao do casarao do riocidade, saímos cedo, a programação seria pescar embarcado durante a manhã, enquanto seria providenciado o almoço, um verdadeiro banquete incluído pratos da culinária local.
Como as águas estavam altas, embarcamos praticamente no terreiro do casarão da fazenda, em um grande barco com motor de 25hp, seguimos devagar sobre o pasto alagado até o leito do rio, depois subimos em direção ao Forte Príncipe da Beira, a beleza do rio com o alagamento era de tirar o fôlego pela quantidade de água que cobria tudo pela frente, pastos, casas e clubes particulares, infelizmente somando prejuízos incalculáveis aos proprietários.
Depois de termos passado pelo quartel do 1º Pelotão de Fuzileiros de Selva do Exército que mantém a preservação do forte, resolvemos ancorar em um ponto conhecido pelo piloteiro. Estávamos em quatro tripulantes, três pescadores e o piloteiro, quem participava desta aventura eram, o amigo Gildson um jovem corintiano ribeirinho pescador, meu filho Hugo, o piloteiro prestativo e gente boa Juscelino, e Eu.
Nesta época de cheia existe grande possibilidade de conseguir pegar grandes exemplares, mas mesmo em lugares bons de peixe é necessária muita sorte para conseguir esta façanha, já que as áreas de caça dos grandes predadores ampliam, e normalmente eles preferem caçar nos igapós, infiltrados pela floresta alagada, onde agrupam grandes quantidades de cardumes.
Como esta sorte não estava do nosso lado, ainda tentamos, insistindo por mais três ou quatro pontos, “que conforme o piloteiro Juscelino” seria lugares excelentes, onde nunca voltou de mãos vazias, ou que tenha deixado de pegar algo, mesmo assim não foi o suficiente, nem as piranhas que é “praga” existem centenas em cada metro quadrado do “guaporezão”, não batiam.
Mesmo sem pegar, minha pescaria estava completa, só de esta naquele lugar lindo, para mim era momento único e mágico, poder retratar o Rio Guaporé de uma forma nunca vista, a maior cheia do século, só isso para mim já era o suficiente.
*CONFRATERNIZAÇÃO:
Já que o rio cheio e enchendo cada vez mais, época não muito propícia para a prática da pesca, nada melhor que voltar para o casarão, saindo debaixo do quente sol costamarquense.
De volta à fazenda, já rolava uma verdadeira festa entre família e amigos, pessoas simples, amigas e muito amimadas, nos divertíamos enquanto saboreava iguarias da culinária local, “me surpreendendo com a variedade de pratos típicos”, e ouvindo engraçadíssimos causos inusitados e surpreendentes, contados pelo patriarca Dinho, ele garante que todas as “estórias” contadas, são “histórias” verdadeiras vividas por eles, mas com a forma engraçada e única que ele tem de contar, faz parecer piada, arrancando gargalhadas dos presentes.
*RETORNO À CIDADE DO SOL, E A PESCA DO TRAIRÃO:
1costa marques sitio antes e depoisDepois de conhecer esta turma, não tem como ficar longe por muito tempo, usando a louvável desculpa de visitar meu filho Hugo e minha nora, aproveitei para voltar em Costa Marques, desta vez em época seca, ai sim, pude saber o real significado “Cidade do Sol”.
Agora com as águas baixas e dentro da caixa, o Rio Guaporé naquela região, “teoricamente”, esta muito mais povoada de peixe que antes; Os ribeirinhos garantem que com a cheia, as reservas ricas de variedades preservadas do lado boliviano alagaram, e grandes espécimes puderam migrar para o leito do rio.
Com esta confiança, e com seus conhecimentos natos do local, eles garantem que este ano vai ser o melhor ano de pesca na região, “já que aquele local do Guaporé com o passar dos tempos, sem muita fiscalização e com as pescas predatórias descontroladas, os peixes estavam bem escassos”.
Infelizmente desta vez, fui com pouco tempo hábil, sendo assim não fizemos pescas embarcados, mesmo com pouco tempo, nos divertimos muito com a pesca do trairão em iscas artificiais nas lagoas formadas pela grande cheia do inicio do ano, e com outras variedades como piaus, cara-açú, as incríveis bicudas, ainda as vorazes agulhinhas que atacavam as iscas costa marques jacareartificiais com o dobro de seu tamanho, além de jaraquis e curimbatá, sem falar que quando estava escurecendo a Cintia Naomi, ainda pegou um filhote de jacaré na isca artificial que soltamos no rio.
No outro dia ainda fomos pescar de barranco no rio Guaporé, onde nos rendeu horas mágicas e prazerosas, enquanto as mulheres pegavam piaus, se esbaldando de tanto fisgar lambaris e mandis, nós homens, aventurávamos com as iscas artificiais arremessadas para o meio do rio, brincávamos com as cachorras que atacavam vorazmente qualquer coisa que se movia na correnteza, as piranhas saltavam atrás das iscas, foi uma pescaria leve, mas que deixou saudades e muita vontade de voltar, ainda pude rever toda aquela turma especial, e apreciar novamente todas aquelas iguarias típicas da região; Agora eu sei que quando quiser desfrutar de boas companhias, fazer pescas divertidas apreciando toda beleza que o nosso estado nos proporciona, vou em direção daquele paraíso chamado iguariasCosta Marques “A Cidade do Sol”. ESTE EU RECOMENDO.
“*Para nossa próxima ida à Costa Marques já temos destino certo, aceitamos o convite do co-anfitrião “Dinho”, para visitar cachoeiras de altíssimas quedas, além de poder conhecer a famosa Reserva Federal do Rio Cautário, berçário natural de águas límpidas e transparentes, uma das maiores reservas responsáveis de repovoar o rio Guaporé com vários espécimes de peixes e répteis da fauna amazônica; Aguardem-nos”.
Por: Wellington Gomes
Revisão: Prof. Maria Hegeliana Malta da Silva (Pvh – RO)
Turismoderondonia.com.br

 

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2 Comentários

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  1. REGIÃO LINDA, CIDADE BOA E DE GENTE ACOLHEDORA, TERRAS BOAS RIO GUAPORÉ LINDO E SERENO FOI CAMINHO CERTO PARA OS AVENTUREIROS DESBRAVADORES QUE POVOARAM A REGIÃO E MANTEVE AS DIVISAS BRASILEIRAS.. SERINGUEIROS HERÓIS.. DO SERINGAL SÃO JOÃO , DO SERINGAL BELO ORIENTE..E TANTOS OUTROS… MOREÍ 5 ANOS EM COSTA MARQUES TENHO BONS E MUITOS AMIGOS….ATÉ ANO 2000.. TENHO SAUDADE, E BREVE VOLTAREI PRA VER A BELA CIDADE E OS AMIGOS…ATÉ BREVE SEBASTIÃO LIMA M A I A ..E TODOS MORADORES DE COSTA MARQUES…

  2. Cidade linda e maravilhosa. Pena q está abandonada, nossa história morre do aos nossos olhos e ninguém faz nada.

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