Racha na música: Anitta e Lud fazem batalha dos aflitos no Prêmio Multishow

Publicado por Quiel em FOTOS, TRANSNEWS

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Publicado em 04 de novembro, 2019 | Nenhum Comentário

O funk se dividiu em dois e levou a música popular brasileira com ele. Depois de brigarem pela autoria da canção “Onda Diferente”, Anitta e Ludmilla voltaram a se encontrar ontem, em noite tensa, durante o Prêmio Multishow. Em clima de final de campeonato, fãs viraram torcedores e até os artistas tomaram partido —apesar de ninguém, nem mesmo as duas cantoras, querer tocar no assunto.

Pelo segundo ano consecutivo, Anitta apresentou o evento. E teve que improvisar desaparecimentos do palco para assistir, dos bastidores, a Ludmilla se consagrar. A rivalidade entre as duas se transformou, ao longo da premiação, em uma espécie de batalha silenciosa e aflitiva, que ficou explícita logo no início da festa, na categoria música chiclete, em que concorriam juntas —justamente com a faixa “Onda Diferente”.

Anunciada a vitória, Lud subiu ao palco com Papatinho, DJ e produtor da canção. Anitta estrategicamente sumiu de cena —mesmo com participação na música. Entre o público, vaias e gritaria. Muitos dos artistas presentes, como Iza e Ivete Sangalo, ficaram de pé para aplaudir. Lud falou pouco, mas não se fez de rogada: virou o bumbum para quem berrava pela rival e rebolou.

Paulo Gustavo, que dividia a apresentação do prêmio com Anitta, ainda tentou acabar com o climão e discursou: “Você é uma mulher negra, gay, periférica. Não é fácil chegar aonde você chegou. Você inspira milhares de pessoas”. Mas a categoria mais esperada da noite ainda estava por vir: melhor cantora. Ludmilla e Anitta disputavam o mesmo prêmio. E foi Lud quem levou. Subiu ao palco novamente, chorando e de alma lavada. Empoderada naquela aflição generalizada. Anitta saiu de cena novamente e só observou tudo de longe. Em silêncio. “Tenho que agradecer a Deus. Esse choro é de uma luta grande que estava presa dentro de mim. Quero dizer para todas as meninas que nunca deixem ninguém falar. Se vocês têm um sonho, lutem como uma garota.”

Agradeceu aos fãs e à família. E emendou: “Quero agradecer até as vaias. Elas me fazem pensar no que eu gostaria que fizessem ou não com as pessoas”.

Os fãs gritavam “Lud, eu te amo!”. Artistas ovacionaram a cantora. Preta Gil, na plateia, chorava.

E a artista ainda tinha mais uma aparição a fazer, mas, desta vez, Anitta não correu. Em coro com o amigo Paulo Gustavo anunciou em alto e bom som: “Ludmilla!”. Com uma joia pendurada no pescoço trazendo seu nome, uma camiseta com a inscrição “favela” e uma jaqueta em homenagem a Mr. Catra, Lud levou o funk raiz para o prêmio e criou seu baile particular.

Cantou cercada por muitas mulheres, deu evidência a bailarinas negras e visibilidade a belezas que não fazem parte dos padrões tradicionais. Promoveu uma verdadeira festa na favela em pleno Prêmio Multishow. E ainda beijou a namorada, Brunna, no palco.

Anitta, provavelmente prevendo tanta aflição, já vinha se mostrando mais contida desde o início da apresentação. Talvez estivesse até nervosa. Aparentemente desconfortável num vestido de gala —ela trocou de roupa quatro vezes—, admitiu que teve dor de barriga antes de entrar no palco. E não perdeu a chance de contar: “Me deu vontade de cagar”.

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