Acusado de matar esposa na frente do filho e esconder corpo em sítio vai a novo júri, em RO

Publicado por Quiel em FOTOS, Noticias Gerais

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Publicado em 13 de setembro, 2019 | Nenhum Comentário

Julgamento acontece nesta sexta-feira (13), no fórum de Jaru (RO). Eduardo Cordeiro dos Santos matou a esposa por ela supostamente ter questionado uma traição.

 

Acontece nesta sexta-feira (13), em Jaru (RO), um novo julgamento do homem acusado de matar a esposa a tiros na frente do filho e deixar o corpo dela no pasto de uma propriedade rural. A vítima, Juliane Ferreira, era servidora pública e o crime aconteceu em maio de 2017, no município de Theobroma (RO), a cerca de 320 quilômetros de Porto Velho.

Eduardo Cordeiro dos Santos já passou pelo júri popular em 2018, e foi condenado a 18 anos e quatro meses de prisão, mas o Ministério Público de Rondônia (MP-RO) recorreu alegando que a decisão do Conselho de Sentença foi contrária às provas do autos.

O Tribunal de Justiça de Rondônia (TJ-RO) acolheu o recurso do MP, anulou a decisão dos jurados e determinou que o réu fosse a um novo júri popular.

De acordo com o processo, o réu teria matado a esposa porque ela questionou uma suposta infidelidade na relação e questionou se ele teria pegado o dinheiro pertencente ao filho dela.

Em setembro de 2017, o juiz do caso entendeu que, existiam indícios suficientes da autoria do crime cometido por Eduardo e o pronunciou para responder pelo julgamento no Júri Popular. O juiz ainda manteve a prisão preventiva do réu para se resguardar a ordem pública e negou que ele respondesse pelo processo em liberdade.

 

No primeiro julgamento, em 9 de maio do ano passado, Eduardo era acusado pelo crime de feminicídio, ocasionado em razão da violência doméstica ou familiar por motivo fútil e meio que impossibilitou a defesa da vítima, além da existência da causa de aumento da pena pelo réu assassinar a vítima na frente do filho dela e pela ocultação do cadáver.

A sessão do júri durou 12 horas e terminou com Eduardo condenado a 19 anos de prisão em regime fechado.

A advogada Natalia Fernanda de Almeida Giacomini, filha da vítima, atuou no julgamento como assistente da acusação e relatou ao G1 a frustração pelo corpo de jurados não ter reconhecido a qualificadora de motivo fútil, que poderia elevar a pena a cerca de 25 anos. O júri entendeu que o crime foi cometido sob violenta emoção, que é caso de diminuição da pena.

“Não era o que eu esperava, fiquei bem triste com o resultado na verdade. Nós estávamos tentando a qualificado de motivo fútil, para então ficar equiparado ao hediondo e os jurados infelizmente não deram. Reconheceram a violenta emoção, caindo por terra o quesito motivo fútil. Isso é triste porque uma pena que poderia ser de 25 ou 26 anos caiu para 19 anos”, lamentou a advogada.

 

As informações são do site G1

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